Na entrevista recente concedida à Folha de S.Paulo, Fernando Yunes, CEO do Mercado Livre no Brasil, foi direto ao ponto: “A concorrência vem melhorando, mas somos os mais rápidos.” Essa fala, vinda de quem lidera a maior operação de e-commerce da América Latina, é mais do que um comentário — é um aviso estratégico para todos que vendem na plataforma.
Se você é vendedor no Mercado Livre, precisa entender o que está por trás dessas palavras e, principalmente, o que fazer a partir disso.
O Mercado Livre está correndo. Você está acompanhando?
A fala de Yunes revela o que todo vendedor experiente já sente no dia a dia: a disputa nos marketplaces não é mais só sobre preço. O tempo de entrega, o nível de serviço, a eficiência operacional e a capacidade de adaptação estão separando os vendedores comuns dos que se destacam e dominam o Buy Box.
Mesmo com a evolução de concorrentes como Shopee e Amazon, o Meli continua liderando graças à sua agilidade logística e inovação constante. Isso não é um luxo — é um investimento calculado.
R$ 34 bilhões não mentem
O Mercado Livre vai investir R$ 34 bilhões no Brasil em 2025, criando 14 mil empregos diretos e chegando a 50 mil funcionários no país até o final do ano.
Esse número mostra duas coisas:
- A plataforma está apostando alto no Brasil.
- O nível de exigência vai subir — e muito.
O vendedor que continuar tratando sua operação como um bico vai perder espaço. O que era aceitável antes, agora será insuficiente para competir.
A pressão sobre os concorrentes — e a sua vantagem
Yunes também cobrou publicamente que empresas estrangeiras, especialmente asiáticas, sigam as mesmas regras do jogo: impostos pagos, estrutura formalizada, respeito ao consumidor. Isso é um sinal claro de que o Mercado Livre não só quer crescer, mas quer nivelar o mercado por cima.
Para você, vendedor nacional que já paga imposto e tenta manter regularidade, essa é uma janela de oportunidade: a tendência é que a competição desleal com produtos importados irregulares fique cada vez mais difícil.
Gamificação: o novo jeito de vender
Outro ponto importante da entrevista foi a adoção de estratégias de gamificação — mecânicas inspiradas em apps asiáticos que aumentam o engajamento do consumidor. Isso significa que o jogo mudou também para a forma de atrair e fidelizar clientes.
Não basta subir produto e torcer para vender. Você precisa criar uma experiência envolvente: boas fotos, vídeos, respostas rápidas, frete competitivo, reputação impecável. Tudo conta pontos.
O que isso muda para você, na prática?
Aqui vão 5 ajustes que você, como vendedor, precisa considerar imediatamente:
- Revisite sua logística. Está entregando rápido? Tem contrato com transportadoras? Usa Mercado Envios com inteligência?
- Aperfeiçoe sua operação. Profissionalize a gestão do estoque, os processos de atendimento e o pós-venda.
- Invista na experiência. Capriche nos anúncios, nas embalagens, nos detalhes que encantam o cliente.
- Fique de olho nas regras. Entenda o que está mudando no mercado regulatório e prepare sua empresa para operar dentro da legalidade.
- Planeje crescimento. O Mercado Livre vai crescer — e você só acompanha se tiver estratégia, estrutura e atitude.
Conclusão: quem vende no Mercado Livre precisa agir como dono de negócio
O Mercado Livre está sinalizando claramente: vendedores profissionais terão cada vez mais espaço. Já os amadores, os que improvisam, os que não se adaptam — esses ficarão para trás.
Na UP Marketplaces, ajudamos empresas e vendedores a crescerem com planejamento, estratégia e ação. A metodologia ADPAM que aplicamos já transformou operações de todos os tamanhos no Brasil.
Se você quer vender mais, com mais segurança, menos guerra de preços e mais previsibilidade, talvez seja hora de pensar diferente.
Vamos dar um UP na sua empresa?
Por Wagner Lima da Silva — Consultor de E-commerce e Fundador da UP Marketplaces














